Hora de atualizar, não é?
Os sonhos, que eram nossos. Se tornaram meus e seus, separadamente. Meus sonhos, se perderam em um mar, vazio, de lembranças. Um oceano, em imensidão. Mas tão raso. Raso como a solidão.
Seus sonhos, continuaram, porque já não sonhavas mais, com o que sonhávamos juntos.
Seus sonhos eram melhores, mais firmes. Enquanto você os compartilhava, pregando aqui e ali, eu permanecia em um lugar onde você não chegava, esperando ouvir você falar dos seus sonhos pra mim, também.
Mas isso nunca aconteceu.
Continuei esperando, sentada. Na minha ilusão poética, vislumbrando toda aquela tragédia.
Não que tudo só tenha sido dor, onde estou. Não é exatamente assim.
Quando não sinto dor, não sinto nada.
E nesse torpor, sem saber o que sentir, me dedico a permanecer aqui e transmitir tudo que se passa, quando toda a confusão em minha cabeça, pára.
Acho cada vez mais difícil, escrever todos esses relatos.
Não que me faltem motivos para escrever. Tem me faltado mesmo é sanidade.
Meus momentos de lucidez tem sido tão poucos, e tão curtos, que raramente consigo lembrar mais que meu nome.
Clarice Lispector disse uma vez, que "Até cortar os próprios defeitos, é perigoso." e que "Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
O defeito que sustenta o meu prédio se foi. E eu continuo de pé. Não, de pé não seria bem verdade.
Cambaleando, talvez. Como um prédio enorme, com molas, em meio a um terremoto.
Mas cair, eu não caio!
Só vou cair, quando enfrentar um momento lúcido, longo demais.
Cairei de joelhos, com as mãos no rosto e lágrimas nos olhos.
E quando encontrarem essa visão, talvez ainda não seja tarde, pra salvar tudo que eu escrevi, enquanto eu contemplo o fogo.
Seus sonhos, continuaram, porque já não sonhavas mais, com o que sonhávamos juntos.
Seus sonhos eram melhores, mais firmes. Enquanto você os compartilhava, pregando aqui e ali, eu permanecia em um lugar onde você não chegava, esperando ouvir você falar dos seus sonhos pra mim, também.
Mas isso nunca aconteceu.
Continuei esperando, sentada. Na minha ilusão poética, vislumbrando toda aquela tragédia.
Não que tudo só tenha sido dor, onde estou. Não é exatamente assim.
Quando não sinto dor, não sinto nada.
E nesse torpor, sem saber o que sentir, me dedico a permanecer aqui e transmitir tudo que se passa, quando toda a confusão em minha cabeça, pára.
Acho cada vez mais difícil, escrever todos esses relatos.
Não que me faltem motivos para escrever. Tem me faltado mesmo é sanidade.
Meus momentos de lucidez tem sido tão poucos, e tão curtos, que raramente consigo lembrar mais que meu nome.
Clarice Lispector disse uma vez, que "Até cortar os próprios defeitos, é perigoso." e que "Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
O defeito que sustenta o meu prédio se foi. E eu continuo de pé. Não, de pé não seria bem verdade.
Cambaleando, talvez. Como um prédio enorme, com molas, em meio a um terremoto.
Mas cair, eu não caio!
Só vou cair, quando enfrentar um momento lúcido, longo demais.
Cairei de joelhos, com as mãos no rosto e lágrimas nos olhos.
E quando encontrarem essa visão, talvez ainda não seja tarde, pra salvar tudo que eu escrevi, enquanto eu contemplo o fogo.

If Tonight Is My Last - Laura Izibor
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