"Minha bipolaridade não é uma doença. É uma escolha"

sábado, 2 de abril de 2011

Faz tempo desde a ultima vez que estive aqui. Muitas coisas pra escrever, poucas que valiam a pena. Além do fato de molhar tudo que usava pra escrever ou deixar cair cinza e estragar o papel. Mas, vamos tentar.







Parei. Parei de acreditar que o tempo vá resolver algo em qualquer lugar que seja. Quem foi mesmo o estúpido que disse que o tempo cura qualquer coisa? Quantas pessoas eu vejo por ai, gostando de alguém que conheceram a 30, 40 anos? Não se deixa de gostar de ninguém. 
Só se torna suportável viver sem a presença dela. E quando não se torna? O que eu faço mesmo com todo esse amor que eu tenho pra te dar? E que você não quer receber...
Isso tem sido inútil e doloroso. E todas as coisas que eu já vivi, já ouvi. É tão fácil viver pelos outros, ou se lembrar de apenas partes do que realmente aconteceram. 
Eu não sou santa, ninguém é, ninguém MESMO. Mas porque os questionamentos são só meus? 
Porque as coisas não podem simplesmente fluir?
Quando as coisas estão bem, elas são ótimas. Mas quando elas ficam ruins, elas ficam terríveis, insuportaveis. Como é que se vive desse jeito mesmo?
Eu realmente gostaria de saber quem foi que afirmou que o tempo ajuda em algo.
O tempo só tem me feito ver o quanto eu perdi, o quanto eu amo e pelo visto, o quanto eu vou continuar exatamente onde e como eu estou. 
Cadê o destino pra mudar a minha vida da noite pro dia? Cadê algo grande que acontecem com as pessoas que esperam e desejam.
Eu desejo, como eu desejo.
Eu desejo coisas que não posso ter, crio dialogos que nunca vão acontecer e até choro enquanto os crio. 
Choro porque queria que todos eles fossem reais, queria que você pudesse escutar cada palavra que eu digo, ou melhor, pudesse me olhar nos olhos enquanto eu falo.
Seria tudo tão mais fácil, tão mais simples. Mas não, tudo precisa ser difícil, doloroso e errado.
O que há de errado como o universo? Qual é o objetivo? Tudo ao nosso redor tem que ser mesmo doloroso, cruel e malvado?
Onde estão os anjos da guarda que minha mãe sempre dizia que olhavam por mim.
Acho que eles só desistiram de tentar...


Joshua Radin - One of those days

segunda-feira, 21 de março de 2011



É pra dizer. Vamos dizer. EU ERREI. Eu menti, eu enganei, eu traí. Por coisas que me aconteceram, eu me ceguei, ceguei pra tudo aquilo que era certo pra mim. Porque? Não foi da noite pro dia. Foram pequenas coisas, coisas terríveis que me magoaram pouco a pouco. Me faltou sinceridade pra dizer tudo aquilo que deveria, me faltou coragem e alguns dizem até que me faltou ( e ainda falta ) amor próprio. Eu dei tudo de mim, tudo que havia para oferecer, eu ofereci. Se fosse possível, daria todo o meu ar e te entregaria por vontade própria. Pela falta de visão de futuro, sem você por perto. O que isso quer dizer?
Pode ser amor, como pode não ser. Pode ser só uma doença, uma paixão terrível que me corroeu de um jeito que é impossível ser recuperado. Eu te magoei, te deixei pra baixo, te feri. Mas como fazer tudo isso, sem fazer o mesmo comigo? Cada pequena letra, algumas vezes, eram como facas afiadas. Eu quis fugir, quis correr, quis buscar outros caminhos. Mas quando eu fechava os olhos, eu era guiada ao melhor dele. Não por comodidade, não por já conhecer o caminho, não por ele ser fácil.
Era o caminho mais difícil, o mais tortuoso, o solitário. Aquele que não havia formas de se passar, algumas vezes, mas mesmo assim, eu tentava ( e ainda tento ). Claro que você não vê dessa forma, claro que acha que é só saudade ou um sentimento distorcido qualquer, que deveria ser jogado fora, como eu deveria fazer com meu eu completo.
Eu acho que é amor, que me mantém acordada, pensando em você. Que me faz chorar ao lembrar da ultima vez, que me faz chorar mais ainda, em pensar em uma próxima vez que não vai acontecer. Como viver desse jeito, diz pra mim?
Qual formula você usou pra esquecer tudo de bom, que a gente viveu?
Se for a mágoa, eu não quero, nem a raiva. Não quero manchar a qualidade das imagens que tenho, sobre nós dois. As que ainda me restam, é claro. Prefiro lembrar de você, exatamente como era e como eu quero que seja. Eu espero que em um futuro não muito distante, a gente se encontre.

Eu vou te olhar, você vai sorrir, o meu coração vai parar e vai ser obvio, você vai perceber, que eu ainda não o esqueci

Lembranças ♫

Eu agradeço a Deus, todas as coisas que eu vivi, nesses anos. Agradeço a cada risada, a cada lágrima, a cada minimo segundo, que na hora, eu não dei tanto valor, mas hoje, me fazem mais forte, com boas lembranças e só alegria do tempo que passei com todas as pessoas que amo e que hoje, não estão mais perto de mim.
Agradeço pela risada gostosa, da minha vó, que foi rir do jeitinho dela, lá no céu.
Encantando os anjos, com aqueles olhos negros e profundos, cheios de histórias pra contar.
Agradeço por cada animal que tive, que todas aquelas patas e brincadeiras, que foram, em sua maioria, para outras famílias e alegraram outras crianças, como eu.
Agradeço pelas amizades que foram tudo, ainda são tudo e continuaram sendo, porque essas amizades, me deixaram mais fortes que qualquer coisa que um médico poderia me dar.
Aquelas amizades, que foram ombros quando eu tive que chorar. Aquelas amizades que foram pás, que me ajudaram a cavar fundo um buraco enorme, quando eu precisei me esconder.
Aquelas amizades, que hoje estão distantes e talvez, nunca voltem a ser proximas novamente. Mas eu ainda guardo, as roupas sujas de terra e as camisas molhadas de lágrimas.
Agradeço aos amores, como agradeço aos amores que vivi!
Esses, foram amores fortes, uns duraram, outros não tanto.

Um único, que durou tempo o bastante, pra se tornar mais especial que minha própria vida, talvez, eu agradeço mais do que qualquer outra coisa.
Esse amor, não está mais comigo, afinal, "saudade não é o bastante, pra trazer nada de volta".
Tenho certeza, que de tudo que eu sinto, saudade é o menor dos meus sentimentos.
Sinto alegria, uma alegria tremenda, de ter compartilhado, ter vivido, ter amado!
Quantas pessoas no mundo, podem dizer que viveram um amor como o que eu vivi?
Poucas, muito poucas...
Medo de errar, medo de se jogar de cabeça.
Eu cometi todos os erros do mundo e no final do dia, ainda tinha braços estendidos na minha direção.
Braços que hoje, cansados demais de me esperar, se abaixaram.
E me deixaram sem meu porto seguro, sem o mundo que volto, o mundo onde eu realmente vivo e as cores são tão mais bonitas.
Muito mais bonitas que o preto e branco que vejo na tv.
Amores de tv? Esses são sem graça, são chatos, perto do que eu vivi de verdade.
Ah.. se aquele amor, só esse amor, pudesse ser meu novamente!
Mas não seria, não será. O medo de erra e se jogar de cabeça, não é das pessoas que não viveram o que eu vivi, mas sim, dos braços cansados demais pra me esperar voltar pra casa.
Enquanto isso? Enquanto isso espero sentada, na escada, olhando todas as cores que pintei, enquanto estive naquele mundo.
Essas cores são meus guias, não pra achar um novo mundo, nem um novo caminho. Mas para caminhar bem pertinho aqueles braços, pra que, se algo aconteça, eu vou estar ali, como um bom anjo da guarda, deve fazer.
Proteger quem sempre te protegeu.
Não ligo se não puder mais voar, nem sentir o vento.
Sinto seu cheiro, seu perfume, olho em seus olhos, mesmo que você não me veja.
Continuo e contorno, a sombra do que desejo.
Não por capricho, não por masoquismo.
Protejo quem sempre me protegeu.

domingo, 6 de março de 2011

—     A foto.

Resolvi lembrar que tenho blog, além de tumblr. Tive notícias boas hoje, umas boas, outras ótimas, outras... bem.. de notícia ruim/triste, eu não quero falar. Sem mais lero lero, bora lá!



Eu permaneci parada, ali, observando. Por horas e horas, repassei aquelas fotos, como se as visse pela primeira vez. Devo ter demorado uma, duas horas, vendo todas, e são poucas. Mesmo assim, olhei. Cada detalhe, observei como se quisesse gravar dentro da cabeça, como se pudesse fazer até um filme delas, criando vida, dando movimentos aquelas figuras. Seria tão melhor se elas se mexessem, ou se você estivesse aqui. Mas é claro que não está. Talvez até quando diz que quer, não quer de verdade. Vai entender o que se passa na cabeça de qualquer pessoa. Na minha, eu já não consigo compreender. Não é culpa minha, nem de ninguém. Na verdade, acredito que seja minha culpa sim, por ter a mania de te fazer escapar entre os meus dedos. Esses dedos cansados de digitar coisas que você não lê. De pedir atenção, de escrever com o coração. De que adianta amar alguém que só parece te ignorar?
Doentio, é isso que eu digo! Doença mesmo! Problema mental! Tortura! Pior do que dor física, é a dor mental. Aquela que machuca e que piora quando menos se espera. Aquela que vai e volta, como ondas. Aquela que você parece que esta superando... Então toda aquela música e foi-se pelo ralo todo aquele teatro de "Eu estou bem sim". Raras são as pessoas que estão bem de verdade, quando falam isso. É fácil pegar esses mentirosos sentimentais. Músicas, vídeos, orkut, msn, blog, tumblr... É, eles são facilmente desmascarados. E continuam fingindo! São como efeitos especiais. Podem ser ótimos mas, todo mundo sabe onde começa e onde termina. Alguns são até meio difíceis de se ver... Esses, quando são realmente mostrados, deixam todos boquiabertos.
Então... Enquanto nada disso passa, nada disso muda, eu vou ali, pensar tranquilamente... Vou deixar que viagem a minha mente. Vou dar vida a meus sonhos mais secretos, colocar paz em corações inquietos. Vou pensar bem no que me acontece, pra me livrar de tudo que aborrece. Vou viver mais um pouquinho, no meu mundo que vivia fechado, vou sonhar com cavalos alados. Vou sorrir e amar, vou dar vida a sua fotografia, vou sonhar com você, como sonho, todos os dias. 





Quando Eu Fui Chuva - Maria Gadú e Luis Kiari

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Aprendendo da Pior Maneira

Eu queria, realmente ser uma pessoa melhor. Eu almejo chegar um dia até lá. Enquanto isso não acontece, eu continuo vivendo na "mesmisse de sempre". Me imaginava em outro lugar, eu sonhava com outra coisa pra minha vida, mas nem tudo é como queremos. As vezes penso até em desistir, jogar tudo pro ar e me jogar no além. Mas ainda tenho a consciência de que não devo deixar as pessoas que realmente amo pra trás. Me preocupo muito com as pessoas, e nem sempre eu tenho retorno. Já me acostumei com isso, mas não desisto da idéia de que algum dia vou ser recompensada por isso.
Existem marcas que vem pra ficar, e são essas que me ajudam a perceber que as coisas podem piorar mais ainda. E também me ensina que as pessoas que contribuíram pra que ela fosse feita, nunca saberão o que é sentir a dor da rejeição. A dor do abandono. A dor de sentir o seu corpo sangrar por dentro.
Posso confessar que uso sim uma máscara. Uma máscara bonita, que mostra um largo e sincero sorriso. Mas poucos tem o terrível privilégio de ver realmente o que eu sou por debaixo dessa linda máscara. Por que elas sabem? Por que eu não consigo mentir pra elas, e consigo ser eu mesma. Tenho vergonha do que trago dentro do coração. Tenho medo de falar tudo o que penso e sinto. O status do meu coração no momento é "Destruído". Parece? Não, por que eu tentei passar super cola. Não fica perfeito, mas pelo menos é uma tentativa de concertar o que eu não posso.
Bem que tudo o que acontece comigo podia ter um pouco de fantasia. Queria ter super poderes, de sumir principalmente. Pra quando eu me sentir assim, de novo, eu poder ir pra algum lugar que não tenha essa dor horrível que eu sinto. Pra um lugar onde não haverão pessoas que me façam chorar de novo. Um lugar onde eu me sinta em paz comigo mesma, onde eu seja perfeita, e não um monstrinho.
Me esforço pra ser realmente essa menina doce que todo mundo pensa que eu sou. Parece que eu estou conseguindo. Até agora ninguém conseguiu retirar meu disfarce fajuto. Consigo me abrir com algumas pessoas, mas ultimamente não estou conseguindo. Sinto minhas forças desfalecendo, indo embora, como água escorrendo pelas mãos. E não posso fazer nada. Simplesmente por ser tão dependente. Dependente do amor. Do amor que nem sei se já senti. Acho que sofro de carência. De carência de tudo. Amor de família, amor de amigos, amor de um homem, amor de sexo. Posso afirmar que preciso dar mais valor a mim mesma, mas é tão difícil!
Até hoje, na minha vida, estou aprendendo da pior maneira. Se isso fosse normal, todas as pessoas seriam iguais a mim, e tudo seria diferente. Vivo num mundo de ilusões, onde acredito que tudo um dia pode se tornar real, e essa dor que me habita vá embora. Eu só peço a Deus que me perdoe por tudo o que fiz, faço e vou fazer. Pois só Ele que vai me tirar desse precipício que me encontro.


Por Deborah Caldas