Agradeço pela risada gostosa, da minha vó, que foi rir do jeitinho dela, lá no céu.
Encantando os anjos, com aqueles olhos negros e profundos, cheios de histórias pra contar.
Agradeço por cada animal que tive, que todas aquelas patas e brincadeiras, que foram, em sua maioria, para outras famílias e alegraram outras crianças, como eu.
Agradeço pelas amizades que foram tudo, ainda são tudo e continuaram sendo, porque essas amizades, me deixaram mais fortes que qualquer coisa que um médico poderia me dar.
Aquelas amizades, que foram ombros quando eu tive que chorar. Aquelas amizades que foram pás, que me ajudaram a cavar fundo um buraco enorme, quando eu precisei me esconder.
Aquelas amizades, que hoje estão distantes e talvez, nunca voltem a ser proximas novamente. Mas eu ainda guardo, as roupas sujas de terra e as camisas molhadas de lágrimas.
Agradeço aos amores, como agradeço aos amores que vivi!
Esses, foram amores fortes, uns duraram, outros não tanto.
Um único, que durou tempo o bastante, pra se tornar mais especial que minha própria vida, talvez, eu agradeço mais do que qualquer outra coisa.
Esse amor, não está mais comigo, afinal, "saudade não é o bastante, pra trazer nada de volta".
Tenho certeza, que de tudo que eu sinto, saudade é o menor dos meus sentimentos.
Sinto alegria, uma alegria tremenda, de ter compartilhado, ter vivido, ter amado!
Quantas pessoas no mundo, podem dizer que viveram um amor como o que eu vivi?
Poucas, muito poucas...
Medo de errar, medo de se jogar de cabeça.
Eu cometi todos os erros do mundo e no final do dia, ainda tinha braços estendidos na minha direção.
Braços que hoje, cansados demais de me esperar, se abaixaram.
E me deixaram sem meu porto seguro, sem o mundo que volto, o mundo onde eu realmente vivo e as cores são tão mais bonitas.
Muito mais bonitas que o preto e branco que vejo na tv.
Amores de tv? Esses são sem graça, são chatos, perto do que eu vivi de verdade.
Ah.. se aquele amor, só esse amor, pudesse ser meu novamente!
Mas não seria, não será. O medo de erra e se jogar de cabeça, não é das pessoas que não viveram o que eu vivi, mas sim, dos braços cansados demais pra me esperar voltar pra casa.
Enquanto isso? Enquanto isso espero sentada, na escada, olhando todas as cores que pintei, enquanto estive naquele mundo.
Essas cores são meus guias, não pra achar um novo mundo, nem um novo caminho. Mas para caminhar bem pertinho aqueles braços, pra que, se algo aconteça, eu vou estar ali, como um bom anjo da guarda, deve fazer.
Proteger quem sempre te protegeu.
Não ligo se não puder mais voar, nem sentir o vento.
Sinto seu cheiro, seu perfume, olho em seus olhos, mesmo que você não me veja.
Continuo e contorno, a sombra do que desejo.
Não por capricho, não por masoquismo.
Protejo quem sempre me protegeu.
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