Pode ser amor, como pode não ser. Pode ser só uma doença, uma paixão terrível que me corroeu de um jeito que é impossível ser recuperado. Eu te magoei, te deixei pra baixo, te feri. Mas como fazer tudo isso, sem fazer o mesmo comigo? Cada pequena letra, algumas vezes, eram como facas afiadas. Eu quis fugir, quis correr, quis buscar outros caminhos. Mas quando eu fechava os olhos, eu era guiada ao melhor dele. Não por comodidade, não por já conhecer o caminho, não por ele ser fácil.
Era o caminho mais difícil, o mais tortuoso, o solitário. Aquele que não havia formas de se passar, algumas vezes, mas mesmo assim, eu tentava ( e ainda tento ). Claro que você não vê dessa forma, claro que acha que é só saudade ou um sentimento distorcido qualquer, que deveria ser jogado fora, como eu deveria fazer com meu eu completo.
Eu acho que é amor, que me mantém acordada, pensando em você. Que me faz chorar ao lembrar da ultima vez, que me faz chorar mais ainda, em pensar em uma próxima vez que não vai acontecer. Como viver desse jeito, diz pra mim?
Qual formula você usou pra esquecer tudo de bom, que a gente viveu?
Se for a mágoa, eu não quero, nem a raiva. Não quero manchar a qualidade das imagens que tenho, sobre nós dois. As que ainda me restam, é claro. Prefiro lembrar de você, exatamente como era e como eu quero que seja. Eu espero que em um futuro não muito distante, a gente se encontre.
Eu vou te olhar, você vai sorrir, o meu coração vai parar e vai ser obvio, você vai perceber, que eu ainda não o esqueci
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